Pensamento, sentimento e saúde
BIODECODIFICAÇÃO, SENTIMENTO E SAÚDE
A resposta do sistema imunológico está condicionada ao pensamento!
Tudo o que fazemos ou deixamos que nos façam tem conseqüências físicas.
(Richard Schulze)
· Maria José Etelvina dos santos
Mestre em Educação, Psicóloga, Psicopedagoga, escritora, professora de Psicologia na UNEB e consultora em saúde física e emocional em instituições de ensino e saúde.
E-mail para correspondência: mjesantos@uneb.br
Hoje sabemos que somos hospedeiro de todo tipo de bactérias, fungos e germes, no entanto, o inimigo mais temido pelo organismo não são os micróbios, pasmem! Mas, os nossos sentimentos que geram pensamentos sobre nossas experiências passadas e as palavras que ouvimos de nossos pares a cada dia. Sim, o que pensamos ou abstraímos de nossos sentimentos atinge em cheio nosso sistema imunológico. Imaginem que durante anos combatemos bactérias assassinas, gripes malignas e vírus perniciosos, mas são os nossos sentimentos advindos das abstrações a nossas experiências e que geram pensamentos muitas vezes persecutórios que nos adoece e mata como também nossas experiências passadas. Tememos o futuro, mas é nosso passado que nos aflige e adoece: aquele sentimento de rejeição ocorrido quando um de nossos pais não optaram por nós, mas pelo irmão caçula, a falta de proteção quando ameaçados e os pais não protegeram devidamente, o pai alcoolizado que ameaçava a todos na família gerando um sentimento de menos-valia e solidão, os pais que brigam o tempo todo dando uma sensação de medo e ruptura, a sensação de estranheza diante do clã, de não ser aceito e amado pelo grupo familiar, gerando dificuldades no relacionamento interpessoal, etc. O cérebro é emocional, não descansa, não tira férias e não se ausenta de suas funções um só segundo, é ele que regula, equilibra, comanda todas as funções vitais de nosso organismo, está alerta para tudo que envolve nosso ser e, se a experiência possui uma carga emocional forte, então, nunca esquecemos e então somatizamos como resposta a um conflito biológico vivido na solidão, de forma inesperada e sem solução imediata, então o cérebro busca nas memórias celulares herdadas dos antepassados a melhor resposta para tirar o indivíduo do sofrimento e garantir a sobrevivência da espécie. Através dos neurotransmissores transmite as mensagens necessárias a nossa sobrevivência, estabelecendo a relação entre psique, lugar onde abstraímos as experiências, cérebro, lugar de ordenamento das emoções e sentimentos e órgão, lugar onde será canalisada o sentimento para ser resolvido e solucionado o conflito. A ciência já descobriu que quando se tem um pensamento o cérebro produz substâncias que abrem o que se poderia chamar de canal para a atuação dos sentimentos. Quando o pensamento é concluído, o canal se fecha. Por exemplo, quando vê a pessoa amada, essa sensação incrível que percorre o corpo não é outra coisa que uma substância química. Quando se excita sexualmente o seu corpo é levado a liberar outra substância química, e quando um alguém tenta lhe assaltar, e vem à vontade de reagir de ter consigo uma arma para se proteger da ameaça que aquela situação provoca a esta ira que sente, esse ácido corrosivo que aparece no sistema circulatório, no estômago, essa sensação, é outra substância enviada pelo cérebro. Essas substâncias se chamam neuropeptídeos, A biologia levou anos pesquisando este campo e ainda continua. O que sabemos até agora é que quando se tem um sentimento gerador de pensamento, o cérebro produz substâncias que afetam a pessoa, e o que ela sente é produzido pela assimilação desses neuropeptídeos. A ciência médica fez uma descoberta importantíssima na última década que passou praticamente despercebido. Já era sabido que as células do sistema imunológico, como todas as demais, têm compartimentos de descarga em sua membrana para assimilar diversas substâncias. O que se descobriu foi que na membrana de cada um dos linfócitos que defendem o corpo de bactérias, vírus, fungos, parasitas, câncer e de todas as enfermidades existe um ponto concreto de carga que recebe dos NEUROPEPTÍDEOS. O Modelo médico cartesiano, no qual a maioria dos médicos foi formada, afasta inteiramente a idéia de que a mente influencia o corpo de alguma forma importante. No entanto, vejamos algumas descobertas que afirmam o contrário:
n Em 1974, no laboratório da Faculdade de Medicina e Odontologia da Universidade de Rochester, Robert Ader, psicólogo, descobriu que o sistema imunológico, assim como o cérebro, era capaz de aprender – rotas biológicas que tornam a mente, as emoções e o corpo não separados, mas intimamente interligados, mas adiante sendo confirmado por Ryck Geerd Hamer a interligação existente entre Psique, Cérebro e Órgão, que funcionam de forma sincronizada e harmônica.
n Francisco Varela, da École Polytechinique de Paris, definindo como o corpo se sente a si mesmo - o que faz parte dele e o que não, afirma que o sistema imunológico é o “cérebro do corpo”. Advoga que as células imunológicas viajam na corrente sanguínea por todo o corpo, entrando em contato praticamente com todas as outras células. As que reconhecem, deixam em paz, as que não reconhecem, atacam, podendo defender ou criar uma doença auto-imune como alergias ou lupus.
n O sistema nervoso está sujeito a “desgaste e rompimento”, como resultado de experiências tensionantes. Até o dia que Robert Ader fez sua descoberta, todo anatomista, médico e biólogo, acreditava que o cérebro (juntamente com suas extensões por todo o corpo, via sistema nervoso central) e o sistema imunológico central eram entidades distintas, nenhuma capaz de influenciar a função da outra.
n Cohen constatou que quanto mais tensão as pessoas tinham em suas vidas, mais propensas a resfriados ficavam e Hamer descobriu que resfriado está relacionado à tensão nos territórios, que podem ser nos lares ou trabalhos, e o resfriado prepara o indivíduo para a luta-ataque ou fuga-submissão.
n O preço da ansiedade não é só a redução da resposta imunológica; outra pesquisa mostra efeitos adversos no sistema cardiovascular. Enquanto a hostilidade crônica e repetidos episódios de ira parecem pôr os homens em grande risco de doença cardíaca, as emoções mais mortais nas mulheres são ansiedade e medo.
O que importa ao sistema imunológico é aquilo que sentimos por isso a importância dos pensamentos, que surgem dos sentimentos! O cérebro só cria a doença que conhece e nossa memória celular advindos de nossa ancestralidade está repleto de experiências de medo de perda de território, de ser expulso do clã, de ser rejeitado ou abandonado pelo ninho, de ser devorado por predadores, medo do escuro, pois é na noite onde tudo acontece, temor do desconhecido, da invasão, de ter que lutar sem se sentir preparado para conquistar seu espaço, etc, e, são estes conflitos biológicos que são precursores dos agravos a saúde e que precisam ser entendidos em sua totalidade.
Somos responsáveis pelos nossos sentimentos mais interiores. As palavras nos afetam mais do que armas. Uma ofensa pode nos matar, porque tudo isso deprime nosso sistema imunológico. Isso não é tudo. Já temos visto que o sistema imunológico fica algum tempo escutando nossos monólogos internos, raivas, mágoas, as ofensas que escutamos o amor que nos negamos e negamos ao outro, enquanto nenhuma célula ou órgão do organismo monitore e responda com uma ação concreta a estas pragas danosas as quais vão se acumulando no órgão que estiver vinculado a ofensa sentida, vamos vivendo sem nos apercebermos do mal que causamos a nós mesmos, mas quando a célula responde, geralmente vem em forma de doença como um aviso de que algo não está bem e precisa ser revisto. O sistema imunológico não só escuta, mas reage de acordo com o sentimento-pensamento a este diálogo emocional. As células que defendem nosso organismo tem pontos receptores de neuropeptídeos, as substâncias que produzimos no cérebro com cada pensamento e emoção sentida.
E a resposta do nosso organismo aos germes patógenos ou ofensas, varia dependendo de que se fortaleça ou debilite o amor por nós mesmos que dará força a nosso sistema imunológico para nos defender e nos manter saudáveis. Enfim, há um nutriente de efeito terapêutico mais eficaz que as vitaminas, os minerais, as enzimas, os remédios naturais e as ervas medicinais, que se denomina AMOR e compaixão por si mesmo e pelo outro. O ser humano é o mais vulnerável dos seres humanos, inábil ao nascer e totalmente dependente do outro para sobreviver e se desenvolver, por isso somos seres vinculares e assim como ar que precisamos para respirar, precisamos desesperadamente do amor do outro para viver, principalmente acolhida e amor dos nossos cuidadores e familiares, sem esta emoção básica, assim como o alimento morreremos, como estamos morrendo de solidão, doenças curáveis e incuráveis, de câncer, que segundo alguns pesquisadores são a doença da tristeza celular e do sofrimento emocional. Ajudar as pessoas a lidar melhor com seus sentimentos perturbadores – ira, ansiedade, depressão, pessimismo, rejeição, abandono e solidão – é uma forma de prevenir a doença. Muitos pacientes podem beneficiar-se mensuravelmente quando suas necessidades psicológicas são cuidadas juntamente com as puramente médicas, integrando corpo e mente que não podem viver separadamente, pois um depende do outro para harmonizar o indivíduo, que é indivisível, único e singular.
BIBLIOGRAFIA
HAMER, R.G. Il cancro e tutte le cosiddette malattie. Roma: Edizione amici di Dirk, 1990.
___________. Breve introduzione alla nuova medicina Germanica. Roma: Edizione amici di Dirk, 1980.
__________. Testamento per una nuova medicina. Roma: Edizione amici di Dirk, 1995.